
Uma avalanche de lama, gelo e rochas provocou uma inundação repentina e devastadora na região do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, nesta quarta-feira (26). Pelo menos 160 pessoas morreram, sendo 157 no Nepal e três no lado chinês, e centenas continuam desaparecidas.
O desastre começou após uma grande quantidade de material atingir o rio na região de fronteira, provocando uma rápida elevação do nível da água. A força da enxurrada destruiu casas, estradas, pontes e estruturas de energia, deixando comunidades inteiras isoladas.
Possível relação com terremoto
As autoridades e especialistas ainda investigam a causa exata do deslizamento. Uma das principais hipóteses é que um terremoto de magnitude 4,4, registrado pouco antes do desastre, tenha provocado o deslocamento de gelo e rochas de uma área glacial. O material teria bloqueado temporariamente o curso de um rio e, posteriormente, liberado uma enorme quantidade de água e sedimentos.
O derretimento de geleiras e o aumento das temperaturas também são apontados como fatores que podem ampliar a vulnerabilidade da região a eventos extremos.
Centenas de pessoas desaparecidas
As operações de busca e resgate continuam nos dois lados da fronteira, mas as condições geográficas e a destruição da infraestrutura dificultam o trabalho das equipes. Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros, incluindo turistas e peregrinos de países como Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá.
No Tibete, a região de Gyirong também sofreu graves danos. Estradas, comunicações e o fornecimento de energia foram interrompidos, enquanto grandes volumes de lama e sedimentos dificultam o acesso das equipes de emergência.
As autoridades temem que o número de mortos aumente nas próximas horas, à medida que as equipes conseguem alcançar áreas que permanecem isoladas. O governo chinês determinou prioridade máxima às operações de resgate, enquanto o Nepal também mobiliza equipes e busca apoio internacional.
A tragédia atinge uma região de grande importância turística e religiosa, próxima a rotas utilizadas por peregrinos que seguem em direção ao Monte Kailash, no Tibete.



