Vivemos em uma rotina cada vez mais acelerada. Entre trabalho, família e cobranças, muita gente em Amambaí e região tem confundido cansaço comum com algo mais sério: a Síndrome de Burnout. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como doença ocupacional desde 2025, na CID-11 com código QD85, o Burnout é o esgotamento físico e emocional extremo causado pelo estresse crônico no ambiente profissional. OS NÚMEROS NO BRASIL PREOCUPAM: Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho, cerca de 30% das pessoas ocupadas no Brasil sofrem com a síndrome. Isso coloca o país na 2ª posição no ranking mundial de casos. Em 2024, o Brasil registrou mais de 470 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, e cerca de 20 mil pessoas se afastam por ano por diagnóstico de burnout. OS PRINCIPAIS SINAIS DE ALERTA SÃO: 1. Exaustão: cansaço físico e mental que não melhora nem com descanso. 2. Distanciamento: cinismo, irritabilidade e indiferença com colegas, pacientes, alunos ou com o próprio trabalho. 3. Sensação de fracasso e baixa eficácia: pessimismo com o próprio trabalho, dificuldade de concentração, sentimentos de incompetência, ansiedade e sintomas depressivos. Em cidades do interior como a nossa, profissionais da saúde, educação e segurança pública são os mais afetados. Lidamos diariamente com a demanda da comunidade, muitas vezes acumulando funções e com poucos recursos. Isso aumenta muito o risco. “Cheguei num ponto que eu amava meu trabalho, mas não tinha mais força pra fazer. Dormia e acordava cansada. Parecia que eu estava falhando com todo mundo” – relata uma profissional da rede pública que preferiu não se identificar. MAS TEM SAÍDA. O primeiro passo é reconhecer. Depois, buscar apoio: acompanhamento psicológico na UBS, atendimento no CAPS e conversar com a gestão sobre carga e condições de trabalho. Com a nova classificação, o trabalhador diagnosticado tem os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários de outras doenças ocupacionais. Cuidar da saúde mental não é fraqueza. É responsabilidade. Se você se identificou com esses sinais, procure a UBS mais próxima ou o serviço de apoio ao trabalhador do município. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Por: Silvia Basquera Bonamigo
Psicóloga Clínica
CRP 14/08289-0
Clínica DH Desenvolvimento
Rua Sebastião Espíndola, 2930 – Amambaí/MS Atendimento presencial e Online 67 99959-5058




