Amiga de infância, Alzenir Alvarenga da Silva, 54 anos, acompanhou o caso de Leovaldo e reportou a situação ao TopMídiaNews. Em contato com a redação, a mulher contou que o idoso faz uso de balão de oxigênio e que estava internado na UPA Coronel Antonino por conta de um enfisema pulmonar.
A primeira alta médica aconteceu no dia 5 de julho, mas Leovaldo retornou no dia seguinte passando mal por conta de uma pneumonia.
Segundo relato da amiga, na segunda visita à UPA, os médicos avaliaram e informaram que o paciente precisa ser transferido com urgência para algum hospital. O aviso de transferência foi feito no sábado (6), mas ele só conseguiu vaga dia 12, após apelo feito a um amigo influente.
“Quando essa pessoa pediu informações do caso de Leovaldo, em pesquisa ao sistema de regulação constava que o paciente já havia recebido alta, situação que causou estranheza aos familiares”, já que a alta tinha sido na primeira visita à UPA”, explicou Alzenir.
Ainda segundo a amiga, os familiares receberam o comprovante do sistema indicando alta do paciente e não a segunda internação com pedido de vaga.
“Todos os dias que a irmã dele ia lá, a assistente social falava para elas correrem atrás de conseguir essa vaga para ele, por conta do estado de saúde dele e que ele não aguentaria muito tempo ali.”, lembra.
Após questionamentos, a amiga conta que a médica forneceu um documento para a família solicitar a vaga hospitalar, mas nessa altura, a pessoa que se propôs a ajudá-los, já havia conseguido uma vaga no Hospital do Pênfigo para ele.
“A gente só conseguiu a vaga, porque pedimos para outra pessoa que nos ajudou. A vaga dele saiu14h40 da sexta-feira (12) e o Leovaldo só conseguiu ser transferido após meia-noite, porque na UPA não tinha nem ambulância disponível”, disse a mulher.
Em relação à situação, a amiga fez um forte desabafo, pois, segundo ela, assim como aconteceu com o Leovaldo, pode acontecer com outros pacientes.
“Nós não temos acesso a nada no acesso deles, como a gente fica sabendo se a pessoa está mesmo ou não na fila de espera?”, questiona. “A gente só sabe que tem uma pessoa esperando uma vaga para ir para um hospital e aí a pessoa morre e a vaga não sai. E aí eu me pergunto, quantas pessoas passou pela mesma situação do Leovaldo e sem saber o que estava acontecendo?”, desabafou a mulher.
Reportagem entrou em contato e pediu um parecer da prefeitura sobre a situação do paciente e aguarda retorno.



