Agenor Tosta da Cunha, 33 anos, réu por matar a adolescente Ana Luiza Braiz, 17 anos, em acidente de trânsito, será julgado por júri popular, em São Gabriel do Oeste. Ele fugiu do local do acidente em março de 2020.
A decisão consta no Diário da Justiça desta quarta-feira (9) e dá conta que Cunha foi ”pronunciado”, ou seja, será julgado por sete pessoas escolhidas na sociedade. Esse grupo vai decidir se o motorista assumiu a intenção de matar a jovem e ferir outra e se ele cometeu o crime de omissão de socorro contra as vítimas.
Crime
Conforme o Veja Aqui MS, na noite de 19 de março, uma quinta-feira, Agenor, Ana Luiza e outra adolescente, à época com 16 anos, seguiam em um veículo tipo gaiola, usado em trilhas rurais, quando capotou no canteiro da avenida Getúlio Vargas.
Ana Luiza foi arremessada do ”jipe” e morreu no local. A outra menor foi socorrida, mas teve apenas ferimentos leves.
Ainda segundo o site, Agenor, que era o único adulto no veículo, estaria com as menores em uma lanchonete da cidade. Testemunhas afirmaram que o veículo tinha cheiro de cerveja.
Tosta fugiu do local. Também foi noticiado que o veículo era específico para trilhas e não podia trafegar em via urbana por não ter todos os acessórios de segurança de um modelo tradicional.
No dia 23 de março, o suspeito teve a prisão decretada. A defesa dele recorreu. O espaço está aberto para as advogadas do réu.
Assassinos revelam que mentora do crime queria celular de médico para eliminar provas
Emboscada foi motivada por suposto contato de fornecedor de drogas
Forças policiais envolvidas na prisão de quadrilha (Foto: Marcos Morandi, Midiamax)
Criminosos mineiros ouvidos pela Polícia Civil de Dourados revelaram que Bruna queria eliminar provas contra ela existentes no celular do médico Gabriel Paschoal Rossi. Os dois eram amigos tinham um relacionamento criminoso com extorsão de dinheiro por meio de estelionato que se arrastava desde a época em que ele ainda estudante.
Segundo o delegado Erasmo Cubas, responsável pelo caso, eles confessaram que foram contratados pela Bruna, que teria sido a mentora intelectual do crime. “E eles vieram aqui apena matar, onde ela (Bruna) teria feito uma proposta de R$ 50 mil para cada, que acabou se tornando R$ 30 mil”, disse.
Ainda de acordo com Cubas, ela honrou apenas o compromisso de R$ 5 mil para cada um, um na realidade chegou a receber R$ 10 mil. ”O Gustavo teria agenciado os outros dois, a pedido da Bruna. Além de matar o médico ela queria pegar o celular do médico para apagar provas no celular dele que incriminava ela”, explica o delegado.
Pistolas de Airsoft
Os criminosos também relataram que teriam chegado em Dourados ido ao Paraguai, onde compram pistolas de Airsoft. Depois de voltarem à cidade, Gustavo ligou para Gabriel marcando encontro na casa localizada na Vila Hilda, onde o médico forneceria ao suspeito, um suposto contato para aquisição de entorpecentes.
“Quando o Gabriel entrou na residência o Gustavo o esperava como se fosse fazer uma negociação de entorpecente. Com a ajuda dos outros renderam ele, anunciaram um assalto e já pediram o celular, que ele passou. E a partir daí, eles começaram a amarrar ele. Nesse momento Gabriel tentou se debater e não conseguiu”.
O trio começou a usar as armas de Airsoft para dar golpes e um deles provou o furo na região da garanta, conforme apontado nos exames periciais. “Quando o Gabriel desmaiou, eles acreditam ter matado o Gabriel e foram embora do local”, explica Cubas , ressaltando que as pistolas foram usada para render a vítima.
Forças policiais envolvidas na prisão de quadrilha (Foto: Marcos Morandi, Midiamax)
Dívidas de favores
De acordo com o delegado Erasmo Cubas, Gabriel teria feito favores para Bruna, que havia prometido R$ 500 mil para o médico, mas como o dinheiro não foi pago, o médico passou a fazer ameaças a Bruna, dizendo que iria entregar todo o esquema à polícia. Por isso, ela teria resolvido matar Gabriel.
O médico tinha como função na quadrilha emprestar dados falsos para que os crimes fossem cometidos. De acordo com o delegado Erasmo Cubas, o médico tinha como função ir até a Caixa Econômica Federal para fazer os saques com documentos falsificados, que eram usados de pessoas mortas. O dinheiro era dividido entre os membros da quadrilha, que tinha como cabeça Bruna Nathalia de Paiva.